quinta-feira, 9 de junho de 2011

A tecnologia e o mundo real

Os efeitos da tecnologia numa sociedade globalizada

Comentário do artigo de Jonathan Frazen "Curtir é covardia", publicado no Estado de S. Paulo do dia 06/06/2011.

Até nós das geração Y é impressionante o avanço tecnológico, quando creio que não vão conseguir inventar nada melhor, não é que inventão!
As redes sociais, hoje presente no coditiano de todos, fazem parte desse universo que não para de se expandir, algo que a princípio parecia ser só para diversão se tornou assunto de trabalho e principalmente uma prova de popularidade. E o que uma pessoa é capaz de fazer para conseguir tal sucesso nas redes?
Hoje podemos perceber um certo vários pseudonimos espalhaos na internet, pessoas que mudam a sua verdadeira identidade para agradar e conseguir mais "amigos". Incrivel como ser curtido chega a ser mais importante do que sentimentos reais e naturais, como afirma o joralista em seu artigo.
E é impossivel não pensar nas crianças que nasceram nesse universo, como esse futuros adultos vão lidar com problemas da vida real, problemas que são dádivas de ser um ser humano de carne e osso.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Trabalhos de Plamejamento Gráfico

Trabalhos de PG

Moradores de rua e o estigma social

A realidade de pessoas tidas como invisíveis pela sociedade
 
“A sociedade acha que nós somos um bando de vagabundos, drogados, mas não procura saber qual é a razão daquela pessoa estar ali. Não sabem o que aquele jovem e aquela criança passaram, se foram espancados ou abusados em casa”. Desabafa o ex morador de rua Marcelo Azevedo de 36 anos, que atualmente mora num albergue na Zona Sul de São Paulo.
O morador de rua é tão sujeito de direitos e deveres como qualquer outra pessoa, porém a sociedade teima em não reconhecê-lo como tal. As pessoas em condição de rua sofrem com a invisibilidade social, a população estigmatiza essa pessoa como fraca, preguiçosa e sem ambição alguma. Essa má representação social resulta na procura de uma fuga da realidade, e é quando acabam caindo no alcoolismo e nas drogas.
Segundo dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), cerca de 13.600 pessoas, dormem nas ruas ou em albergues municipais e em sua maioria, 84% deles, são homens com idade média de 40 anos. Nos últimos 10 anos, o total de pessoas que vivem em situação de rua em São Paulo cresceu 57%, hoje esta população é maior do que a de 328 municípios paulistas
 Não existe um motivo exato que faça uma pessoa ser mais vulnerável a abandonar uma vida e ir parar na rua. Os discursos são variados, como brigas com companheiras (os), pais, ou vícios. São situações que num primeiro momento não parece ter tanta importância a ponto de levá-los para rua. Mais então, o que acontece com essas pessoas que acabaram virando um sem teto? O psicólogo Nilmar de Oliveira, que trabalho a dois anos no Albergue Abecal – Associação Beneficente Caminho de Luz, localizada no Jabaquara, explica essa reação, “essas pessoas já não tem mais força para resolver seus problemas e vão se entregando até se deixar consumir pela rua, que é viciante. Dois ou três dias nela e o individuo é absorvido”.
Marcelo teve uma infância um tanto conturbada, se envolveu com drogas na adolescência e posteriormente em uma briga em seu bairro, o que culminou com ele jurado de morte, e hospitalizado por conta de ferimentos graves. Desde então nunca mais voltou para casa.  Já são 15 anos fora de casa e sem ver sua família. “Não posso arriscar, sei que se eu pisar lá vão me matar. Eu já tentei ir anos atrás e quase me mataram. Hoje converso com a minha família por telefone, falo com todo mundo, mas só por telefone”, ressalta.
Nilmar comenta que a maior dificuldade para que os moradores de rua retomem suas vidas é representada pelo estigma social que se abate sobre elas, “Tudo o que você pensa e fala, de certa forma, contribui para o desenvolvimento dos outros. Se você denigre alguém a tendência é que ela se feche”. A perda de vínculos familiares também é uma importante variável pois a liberdade que se tem morando na rua faz com que se quebre cada vez mais esses vínculos. Os perigos e a fome os tornam independentes. Entretanto Marcelo demonstra o desejo de construir uma nova vida, “Ahh eu quero sair daqui, quero o meu próprio lugar, trabalhar com o meu artesanato, e lutar sozinho. E mesmo tendo oportunidade de voltar pra casa agora eu não quero, já me desprende de minha família, aprendi a viver assim”.
Mesmo após passar por situações humilhantes como morador de rua, adquirir uma doença que o vai seguir pelo resto da vida - a esquizofrenia, resultado do constante medo de ser assassinado-, e quase ser morto por overdose quando morou na Cracolandia. Marcelo se considera um vencedor, pois o seu maior fantasma esta sendo superado. Há pouco mais de um ano ele não usa mais drogas, sabe que será uma constante luta e acredita que sairá vitorioso dessa história.
Antes de ir para as ruas Marcelo trabalhava na área de Comunicação Visual, estudou quatro anos para isso, mais hoje não pretende mais voltar para esse setor. E um desejo se faz constante, “eu queria mesmo é estar viajando uma hora dessas, vivendo livre de verdade e vendendo o meu artesanato. Sair por ai, por esse mundão”.

Jovens e suas preferências na Virada

As atrações populares ganham o gosto dos jovens, e o humor ganha mais espaço no maior evento cultural da cidade de São Paulo


A Virada Cultural é o maior evento que promove movimentos culturais na cidade de São Paulo, e nesse ano levou aos paulistas atrações em vários pontos cidade nos dias 16 e 17 de abril, como shows, apresentações musicais, artes cênicas e cinema, exposições de quadros e esculturas, museus e pinacotecas com acesso 24h.
A cidade de São Paulo é representada principalmente pelas suas adversidades, e a Virada Cultural nada mais é do que essa representação, os tipos diversos de eventos refletem a sua população. Os contrastes de algumas atrações, e a preferencia do publico por algumas delas fica evidente quando se observa.    
“As vezes da vontade de assistir algo diferente, alguma coisa sobre arte, mais quando fico sabendo que uma banda que eu gosto vai tocar, ou algum artista que curto vai se apresentar, nem penso mais em ver outra coisa”, afirma Luiz Fernando, de 28 anos. Entre os jovens é notável a preferência por atrações mais populares, mesmo que a Virada Cultural disponibilize várias atrações ditas por eles mesmo como “mais cultas”.
O Museu da Língua Portuguesa participa deste evento desde sua primeira edição em 2006. Neste ano o publico contou com a tradicional atração no segundo andar, que apresenta de diversas maneiras as singularidades da língua portuguesa, contando com telões, computadores interativos e uma imensa linha do tempo, que traz consigo a história de todas as nações que influenciaram no processo da construção da língua portuguesa. Uma das paredes do saguão os visitantes deixaram registradas palavras que deixasse expresso algum desejo ou sentimento, o que quisessem.
            As pessoas olham tudo com muita atenção, se impressionam com acontecimentos na história do Brasil que jamais imaginavam. Para chamar ainda mais atenção dos curiosos, o Museu preparou sessões de documentários de deixavam os telespectadores encantados. Júlia Viana sai da sala deslumbrada com oque aprendeu, a  jovem de 22 anos é fascinada pelo Museu da língua Portuguesa, e comenta em relação a preferência da maioria dos jovens por outros eventos, “muitas vezes a maioria os jovens não visitam o museu na Virada por falta de hábito mesmo, e não porque não gostam, preferem ir direto a apresentações que já conhecem.”
Outra atração diversa da comentada a cima que despertou interesse de muitos, aconteceu no palco no Vale do Anhangabaú para a apresentação de Stand-up comedy. Depois de seis edições do evento, essa foi a primeira vez que o publico contou com uma apresentação de stand-up. A apresentação contou com a presença de humoristas que estão em destaque no momento, como Márcio Ribeiro, Léo Lins, Murilo Couto, Rafael Cortez, Danilo Gentili.
Apesar de ser o primeiro ano da atração, a repercussão dessa nova maneira de fazer comédia, na televisão e principalmente na internet, trouxe uma maior identificação  de pessoas de várias idades. A apresentação dos humoristas são simples, não há produção, figurino ou cenário, no palco se vê apenas um microfone, e com ele o artista expressa situações do cotidiano, falam de política, esporte, TV, todo o tipo de coisa que sabem que passam pela cabeça de todo mundo.
No primeiro bloco das apresentações de stand up contou com cerca de sete mil pessoas. Já o Museu da Língua Portuguesa recebeu cerca de seis mil pessoas em todo o final de semana. A falta de incentivo do Estado de instruir a população culturalmente faz  dos jovens mais interessados em coisas divertidas ou de interesse pessoal.
Anderson Simões frequenta a Virada Cultural a quatro anos, e diz que nenhuma dessas vezes se interessou em ir em algum evento de cultura e arte. “Quando eu vejo a programação procuro onde vão estar às bandas que eu gosto, todo ano é assim, nunca pensei em visitar um museu ou assistir uma peça de teatro.” 

Agora o Brasil tem um herói: Coronel Nascimento

O diretor José Padilha da sequência ao filme Tropa de Elite, lançado em 2007, com Tropa de Elite 2 – O inimigo agora é outro, lançado nesse ano. Com roteiro de Bráulio Mantovani, o mesmo de Cidade de Deus e Ultima Parada 174, e produção da Universal Pictures Brasil.
            Quem diria que mais um filme que retrata o tráfico de drogas nas favelas cariocas iria revolucionar o cinema brasileiro, chegando a ganhar prêmios internacionais, como o Urso de Ouro em Berlim. José Padilha traz com os filmes a realidade da maneira que todos gostaríamos de assistir.
            O primeiro filme se passa em 1997. Reproduzindo o dia-a-dia do grupo de policiais e de um capitão do BOPE (Wagner Moura), que quer deixar a corporação e tenta encontrar um substituto para seu posto. Paralelamente dois amigos de infância se tornam policiais e se destacam pela honestidade e honra se revoltando com a corrupção existente no batalhão em que atuam.
             Padilha quis focar o violento tráfico de drogas, e a inquebrável corrupção na Polícia Militar. Mostrando os impactos na sociedade. O Capitão Nascimento é o narrador da história, sendo um mero coadjuvante que conta a história sendo vista de longe, porém graças ao desempenho de Wagner Moura, o personagem ganha mais destaque do que imaginado. Os verdadeiros protagonistas do filme seriam Neto (Caio Junqueira) e Matias (André Ramiro), que aprendem a lidar em meio a podridão dentro da PM.
            O filme traz um cenário violento, na maior parte do tempo nos morros. A correia dos personagens faz que o filme fique mais dinâmico, os fortes estrondos fazem o publico não tirar os olhos da telona.     
            Na sequência do primeiro filme, em Tropa de Elite 2, o agora Coronel Nascimento bate de frente com o sistema que domina o Rio de Janeiro, na Secretária de Segurança, ele descobre que o problema é muito maior do que imaginava. Assim ele precisa equilibrar o desafio de pacificar uma cidade ocupada pelo crime e com as constantes preocupações com o filho adolescente.
            Agora o narrador da história vem mais forte, Coronel Nascimento é o personagem central. Quinze anos mais velho tem que lidar com o acido Sistema. O filme se desenvolve em torno da corrupção na política, e o envolvimento direto dos governantes no trafico de drogas (quando no primeiro se desenvolvia em torno da PM).
            A continuação trata dos conflitos pessoais do Nascimento, desenrolando o filme num drama, ao contrário do primeiro que é predominantemente descritivo.
            Já o cenário do segundo filme abusa menos da violência, mais não deixa de ser ríspido, a fotografia já é outra, reparamos em escritórios, gabinetes, auditórios, e ai invés da correria, agora os personagens são mais precisos.
            A diferença do enfoque entre os filmes é marcada na ultima cena de ambos. O primeiro acaba com o Capitão Matias apontando e engatilhando uma arma no rosto de um traficante. Já o segundo mostra o Coronel Nascimento num quarto de hospital preocupado com a recuperação de seu filho.
            Polêmico, é a perfeita descrição para o filme e seu diretor, que em pleno ano de eleições, mais precisamente uma semana depois do 1º turno, lança um filme que joga na cara o fétido sistema político em que vivemos. Idealizando nas ações do personagem Coronel Nascimento, as mesmas que deveria ser que todo cidadão brasileiro.
            O sucesso dos dois filmes é indiscutível. O trabalho de Padilha fugiu do típico filme brasileiro rechiado de cenas de sexo, sem apelações o diretor soube trazer a realidade à tona, fazendo com que telespectadores chorassem nas salas de cinemas assistindo um filme de ação.

Um mergulho na literatura picaresca com Cervantes.

A obra de Miguel de Cervantes Rinconete e Cortadillo foi publicada em 2005 pela editora Peirópolis. A novela de gênero picaresco conta a cômica história de dois jovens marginais e suas aventuras pela cidade espanhola Servilla no século XVI.
            Rincón e Contado foram abandonados por seus genitores, fazendo com que os meninos fiquem entregue à sua própria sorte, o que os obriga a se valer de meios desonestos, como pequenos roubos, para sobreviver. Ao longo de suas malandragens a dupla se depara com um sindicato de ladrões.
            O tal sindicato ficava no pátio de Monipodio, personagem forte, temido, admirado e querido. Se tornando uma figura paterna, que com sua forte persuasão atrai meninos de rua para próximo de si. Fazendo regras que devem ser seguidas obrigatoriamente.
            O pátio era cercavam de personagens mau-caráter que se disfarçava de boas pessoas, fazendo com que Rincón e Cortado percebessem que o mundo da malandragem é mais cruel do que imaginam.
            Cervantes conta de maneira divertida a vida das pessoas que viviam a margem da sociedade no século XVI, fazendo que o leitor entre em contato com o universo da literatura picaresca. A Escrita de forma teatral nos faz imaginar que os personagens estão cantando a todo o momento.
            O tom satírico usado para contar a vida dos anti-heróis, nos faz pensar de maneira inusitada (divertida), como era o cotidiano de garotos pobres desonrados, que por falta de opção se valiam de trambiques para sobreviver.

terça-feira, 7 de junho de 2011

A realidade exposta aos nossos olhos por Caco Barcellos

Transmitido pela Globo, Profissão Repórter é um programa jornalístico investigativo, que é exibido toda terça-feira, das 23h30 à 00h. O ancora do programa é o jornalista Caco Barcellos que sai às ruas junto com um grupo de jovens repórteres. Divididos em equipes, saem às ruas com a proposta de mostrar expor temas de interesse publico, com detalhes que geralmente não é visto na televisão. O programa conta ainda com os bastidores das reportagens, assim transmitindo ao público mais realidade da produção.
Recentemente foi exibidos programas sobre violência sexual, a rotina do BOPE, e artistas de rua. A equipe de Caco consegue fazer desses temas corriqueiros um programa original e com um olhar muito distinto. Tudo acontece de forma simples, um reporte com um microfone na mão e outro que é escolhido para ser o cinegrafista. Algumas vezes numa correria a imagem fica tremida ou até um pouco desfocada, mais o toque real que isso trás a reportagem é divino.
  O programa tem agradado o público em geral, uma prova desse reconhecimento foi o prêmio Troféu Imprensa de Melhor Programa Jornalístico de 2008.
Esses 30 minutos de duração pode até parecer pouco para expor temas tão fortes, mas é o suficiente para Caco Barcellos como sempre impactar sem ser sensacionalista.

Olheiros: os caçadores de talentos dos gramados

 [Matéria produzida junto com minha amiga Caroline Vasconcelos]

No grande negócio do futebol, aqueles profissionais que observam têm um papel importante na revelação de grandes craques, porém não são conhecidos. Eles são chamados de olheiros ou captadores de jogadores de futebol. Sua função é procurar novos talentos em peneiras, campos de várzea ou escolinhas licenciadas.
Nesse meio há dois tipos de olheiros: aquele que é contratado de um clube e outro, que com projetos sociais, prepara e indica um futuro jogador a diversos clubes. Ambos utilizam os mesmos critérios de avaliação ao perceber o talento de um garoto. O porte físico, habilidade, fundamento, técnica e personalidade são analisados no jovem atleta, que também deve ter entre 7 e 18 anos.
José Ferreira, mais conhecido como Talkinho, é coordenador do projeto social Molecaje em Jaguaré e captador de jogador há 20 anos. Para ele, o garoto precisa ter talento e não apenas o sonho de ser jogador. Talkinho tem no seu currículo de olheiro ser o revelador de Dentinho, atacante do Corinthians.
Em seu projeto, ele recebe todos os garotos que se interessam em bater uma bolinha, dando condições para que eles mostrem seu futebol. Porém tem aquele que ao bater o olho, Talkinho percebe o craque que está escondido. Então, juntamente com uma comissão técnica, ele trabalha esse atleta e o indica ao clube. “O projeto é um treinamento para que um deles chegue a um clube grande. Eu olho, preparo, acompanho o seu desenvolvimento e por fim, o indico, ficando em aberto para qualquer clube”, declara.
 Diferentemente do trabalho de preparação, há o olheiro que observa e leva o garoto a um clube profissional. É o caso de Marino Coelho, contratado do Pão de Açúcar Esporte Clube São Paulo (PAEC) há 6 anos, que viaja por todo  país em busca de um craque, fazendo uma pré-avaliação em peneiras e observando o rendimento do atleta em jogos de várzea. “Chegando ao local faço uma avaliação e através dela uma seleção dos garotos. Levo-os ao clube e no centro de treinamento são novamente avaliados, mas dessa vez pelo treinador da categoria”, explica Coelho.
No trabalho desses profissionais, existe tanto a abordagem direta com os meninos como indiretamente. Coelho relata que numa avaliação agendada se apresenta como olheiro, mas em alguns jogos os garotos não sabem quem ele é.  Contudo independentemente da abordagem, nenhum olheiro entra em contato direto com o menor, primeiramente ele fala com o treinador ou com os pais responsáveis.
Para o olheiro, descobrir o talento de um possível craque é fácil, porém deve existir uma atividade intensa sob alguns garotos, que às vezes não estão preparados psicologicamente. “Muitos jogadores, quando entram num clube, sentem dificuldades
José Ferreira, o Talkinho, além de levar o jogador Dentinho ao Corinthians, fez uma recente contratação com o Fluminense de um atleta juvenil.
Também mantém contatos com outros clubes, como Santos, Portuguesa, Santo André.
Marino Coelho em sua carreira de olheiro tanto como autônomo como contratado do PAEC, já fez 12 indicações de jovens jogadores, sendo 6 para seu clube atual e outras para times como Palmeiras, Atlético Mineiro, Portuguesa Santista e Olé Brasil.
na adaptação e desistem”, afirma Talkinho. Deve-se passar a realidade desse meio ao garoto, além de lidar diretamente com a ansiedade da família.
Na contratação de um jovem jogador com um clube, o olheiro autônomo recebe também um percentual sob a negociação. Já o olheiro contrato, que tem a função de levar um garoto ao seu clube, é pago com um salário mensal.
Todas as atividades exercidas por esse profissional, no preparo, avaliação e indicação, são baseadas na função de intermediação de um futuro jogador com clube, porém em alguns casos seu trabalho não é reconhecido até mesmo pelos próprios atletas. “Por diversas situações, não sou reconhecido como incentivador e de certa forma ignoram o trabalho que tive com eles”, conclui Talkinho

As crianças do século 21

 
















Ao passar das gerações, as crianças estão cada   vez mais espertas e antenadas a tudo o que esta em sua volta. Sendo assim, elas acabam tornando-se mais precoces em muitos aspectos. A vaidade é um deles entre meninos e meninas.
              Há menos de duas décadas atrás a infância se resumia em brincar, pular amarelinha e subir em árvores. Porém as crianças do século 21 crescem acompanhadas do excesso de informações, tento mais estímulos as crianças estão cada vez mais adotando figurinos e comportamentos, até então, típicos de adolescentes.
Segundo especialistas, a vaidade é boa, pois faz com que a criança aprenda a cuidar melhor de si mesma. Segundo Marcia Dilburt Vaisbih, psicóloga e mestre em educação da UNIBAN- Osasco, quando meninas imitam as mães por exemplo, colocando roupas e sapatos, e testando suas maquiagens, pode ser importante para que ela consiga atingir a sua identidade.
            A vaidade, como uma valorização da própria aparência ou de qualidades que a criança possua, indica uma boa autoestima, o que pode ser muito saudável. Faz parte do universo infantil se espelhar na mães e nas princesas dos contos de fadas.
O problema é quando a vaidade se torna excessiva. Para Márcia Câmara coordenadora do curso de psicologia da UNIP – Alphaville são cobrados cuidados excessivos com a aparência, nessa parte que deixa de ser saudável, pois a criança passa a ter preocupações que não fazem parte da infância. Mais depende dos pais limitarem e fazer de tudo isso uma diversão.
E pensando nos pequenos, Bernadete Nastari da Rosa inaugurou um salão de beleza especializado em crianças há 30 anos, o Piazito, com uma unidade em Pinheiros e na Vila Mariana em São Paulo. Bernadete se orgulha ao dizer que quando as crianças vão ao salão para corta o cabelo se torna divertido, porque elas se sentem mais à vontade. No salão elas podem tudo.
Márcia diz que esses salões podem ser uma brincadeira para as meninas. Elas estão brincando de ser igual à mamãe, ou à Hannah Montana que elas acham o maximo.
Cuidar da aparência sim, porém sem exageros. As crianças gostam de brincar de imitar, e existe toda uma fantasia em querer se maquiar e se enfeitar. Porém os pais são os responsáveis por misturar vaidade com diversão.